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domingo, 8 de janeiro de 2012

Les Emotifs Anonymes (2010)

Comédias românticas francesas sempre me encantam. A fotografia, o jogo de cores, a trilha sonora... Tudo! E com Românticos Anônimos não foi nada diferente.


Angélique (Isabelle Carré) tem como a maior paixão de sua vida: o chocolate, e assim ganha a vida numa pequena fábrica de chocolate, na qual Jean-René (Benoît Poelvoorde) é o dono. E no meio desse cenário maravilhoso (e por que não delicioso?) os dois se encontram num desajeitado romance. Desajeitado pois ambos sofrem do mesmo "mal": a timidez, o nervosismo, toda aquela emoção a flor da pele, levando-os a situações engraçadíssimas, a fim de fazer acontecer o amor entre eles.

Uma comédia inocente e um tanto rápida (80 minutos apenas - e o filme tem o ritmo tão bom que parece durar menos ainda!) nos encanta não só pelas personagens (até mãe de Amelie Poulain está aí!), mas também pelos chocolates tão maravilhosos que aparecem no filme inteiro.

Românticos Anônimos (2010)
4.5/5
Com Isabelle Carré (Medos Privados em Lugares Públicos), Benoît Poelvoorde (Coco Antes de Chanel), Lorella Cravotta (O Fabuloso Destino de Amelie Poulain) e Lise Lamétrie (Van Gogh).

domingo, 25 de dezembro de 2011

Sushi For Beginners - Marian Keyes (2004)

Confesso que sou uma amante e tanto de Marian Keyes, suas palavras, apesar de simples, conseguem nos convencer da história de cada personagem de uma maneira incrível e só notamos isso quando nos vemos xingando alguma personagem ou torcendo para o futuro de outra. Foi assim com Férias!, Melancia, e não muito diferente com Sushi.


A história se passa ao redor de três mulheres que têm suas vidas interligadas - não, está longe daqueles clichês de comédias românticas que têm esses encontros um tanto óbvios. Lisa Edwards é aquela típica mulher espetacularmente linda, bem sucedida e incansavelmente uma... bitch. Ok, me desculpe, mas não deixa de ser verdade. Em seguida, conhecemos Ashiling Kennedy, uma moça que se preocupada com tudo e todos, mas a vida dela é quase uma das últimas coisas das quais consegue dar um jeito. Sua melhor amiga é Clodagh Kelly, uma mulher que, aparentemente, possui tudo para ser feliz: um marido apaixonado e bonito, dois filhos saudáveis, uma boa casa... Porém, algo parece não estar indo muito bem, é como um vazio a preenchesse e ela não tivesse muitas saídas.

E assim, o destino mexe com a vida de cada uma delas levando-as a caminhos inesperados. Essa é magia de Marian Keyes, quando nada mais tira da sua cabeça que isso vai acontecer, vem a história e nos conta aquilo. É impressionante!

Mas o que mais me marcou neste livro foi o que estava por trás do desfecho, não que houvesse uma intensa mensagem de moral, mas me deixou consciente de que a felicidade é assim.
Assim como? 

sábado, 10 de dezembro de 2011

My Fair Lady (1964)

Nuna noite chuvosa em Londres, um arrogante professor de fonética conhece Eliza Doolittle, uma vendedora de flores que fala terrivelmente mal. Quando ela vem lhe pedir para que ele a ensine a falar corretamente, um amigo do professor aposta com ele se ele conseguiria transformá-la numa dama num curto intervalo de tempo.
Essa é a história de Minha Bela Dama, filme considerado um dos maiores clássicos entre os musicais de todos os tempos, que tem como protagonista a linda da Audrey Hepburn, um dos rostos mais conhecidos/adorados de Hollywood.

<3 <3 <3
Sabe aqueles filmes ingênuos que ganham mais pela simpatia com que a história é contada do que pela própria história? Então, Minha Bela Dama é um desses. É um filme típico da década em que foi produzido, com cenas longas, diálogos divertidos e roteiros bem leves. A atuação da Audrey Hepburn está muito boa; ela consegue fazer a gente rir bastante com o sotaque esganiçado dela e seu comportamento. A maioria dos números musicais são ótimos - apesar da Audrey ter sido dublada nas músicas, rs - e funcionam no filme, sendo bem naturais e divertidos. Todos os personagens são bacanas - exceto o pai da Eliza, que é um saco - e até o Professor Higgins, um personagem arrogante e misógino que tem mais números musicais do que deveria, é divertido. O filme tem TRÊS FUCKING HORAS de duração, mas a história flui tão sutil que a duração nem parece tão assustadora - no meu mundo, só O Poderoso Chefão tem o direito de durar tanto, e olhe lá.

"i ain't dirty! i washed my face and hands before i come, i did."
Apesar de ser um filme bem leve e inocente, senti falta de momentos épicos, entende? Afinal, ele ganhou o Oscar de melhor filme, vencendo inclusive de Dr. Fantástico, clássico do Kubrick. O filme tem um tom meio romance/pastelão que funciona muito bem, mas não o suficiente para que ele seja considerado um grande clássico. Além disso, o filme demora um pouco para chegar no seu ápice, e, quando chega, é meio decepcionante. E o final, apesar de fazer todo sentido, é meio forçado demais.
Enfim, Minha Bela Dama é um feel good movie enorme bem leve e bonito, com interpretações ótimas e músicas bem agradáveis, apesar de tudo ser um pouco impregnado com o sexismo da época. Achei melhor que Bonequinha de Luxo, outro pequeno clássico com a Audrey, e inferior à A Noviça Rebelde. Mas vale completamente a pena.

Minha Bela Dama (1964)
3.79/5
Com Audrey Hepburn (Bonequinha de Luxo), Rex Harrison (Cleópatra), Stanley Holloway (O Mistério da Torre) e Wilfrid Hyde-White (Adorável Pecadora).